Apanhador Só
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Apanhador Só

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Released: Jan 1, 2010
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Videoclipe: "Um Rei e o Zé"

Videoclipe: "Bem-Me-Leve"

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Apanhador Só

01. Um Rei e o Zé
02. Pouco Importa
03. Prédio
04. Maria Augusta
05. Peixeiro
06. Bem-Me-Leve
07. Nescafé
08. O Porta-Retrato
09. Balão-de-Vira-Mundo
10. Jesus, o Padeiro e o Coveiro
11. Origames Over
12. Vila do ½ Dia
13. E Se Não Der?

Ano: 2010
Produção: Marcelo Fruet
Gravado e mixado em Porto Alegre entre a primavera de 2008 e o verão de 2010, no Estúdio 12 experiência sonora (com exceção das faixas 1, 5, 7, 9, 10, 11 e 12, gravadas no estúdio Soma)
Masterização: Dave Locke (sob supervisão de Marcelo Fruet)
Projeto gráfico e direção de arte: Rafa Rocha
Ilustrações: Fabiano Gummo
Financiamento: FUMPROARTE

"Planejei comigo mesmo: assim que tivesse acesso, ouviria o disco inteiro, numa tacada só, antes de abrir a boca. Não consegui. Não passava da primeira música. Malditos venta a fuça lambe-fogo! Botaram 'Um Rei e o Zé' atravancando o trânsito. Com aquele solo de metais, uma continuação do assobio falho do Tom Zé em ‘Brigitte Bardot’. Ouvi trocentas vezes antes de continuar em frente. Minha favorita, logo de cara. Só conhecia de shows e ficou linda no álbum. Apanhador Só não é mais aquela banda que eu conheci há uns quatro anos, com as melhores linhas de baixo do rock nacional. Agora eles têm também timbres maravilhosos de guitarra. E o Kumpinski matando a pau nos vocais. Destacaria o hino 'Maria Augusta', agora mais dançante, e 'Jesus, o Padeiro e o Coveiro', frenética, em erupção. Já tô rouco de dizer: discaço." – Estêvão Bertoni

* * *

"Um velho cego certa vez me disse para eu me fiar na solidão. Que ela instrui os sentidos. Que há mais filosofia numa sola de sapato que num livro, que um armário sabe mais histórias que um museu. Então me veio essa de construir um parque de diversões onde a única coisa a tocar fosse Apanhador Só. Quando o parque vai ficar pronto? Talvez no dia de não-sei-eu-quando, pois que a experiência demonstra: tudo que é cheio de nove-horas envolve muito balangandã e dor nas costas. Mas demore o que demorar, eu espero, só para poder colocar lá dentro todos os serezinhos dessa mitologia muito da singular que a Apanhador inventa, essa ciranda de padeiros e teoria da relatividade, café solúvel batido sem açúcar, reis conselheiros, garrafas quebradas e histórias de pescador, como um coral de caipiras num picadeiro lamentando um amor perdido, ao som das trombetas plásticas que vêm de brinde nos sorvetes de maria-mole. É assim que vai ser, e eu já enxergo a fila no portão. Propus sociedade ao velho, mas ele me mandou catar coquinhos. Prefere trabalhar na bilheteria. O primeiro disco da Apanhador Só é o parque de diversões da minha solidão." – Diego Grando

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* * *

Apanhador Só

01. Jesus, o Padeiro e o Coveiro
02. Na Ponta dos Pés
03. Maria Augusta
04. Nescafé
05. Bem-Me-Leve
06. Prédio
07. Um Rei e o Zé
08. Balão-de-Vira-Mundo
09. Peixeiro
10. Faixa-bônus: Pouco Importa (disponível apenas na fita cassete)

Ano: 2011
Produção: Apanhador Só e Marcelo Fruet

"É como estar dentro da casa da Apanhador cercado pelos quatro marmanjos e suas bugigangas, conversas, piadas, discos de bossa nova, samba, rock, funk, pagode, calipso, Django, Tom Zé, Cake, Radiohead e Teixeirinha. As composições vêm à tona e ficam muito claras com as caras lavadas, os arranjos inesperáveis e a sintonia do grupo que é uma das coisas mais originais que apareceu na pasteurizada música popular brasileira dos últimos anos. O Acústico-Sucateiro é genuíno, cru, divertido, sincero, não tem reverb, não tem frufru, tem frufru, tem instrumentos de R$ 1,99 e é a brincadeira mais profissional que vi desde aquele viral do apresentador que ri dos entrevistados. É um disco-símbolo do que a nossa geração virtual é: um bando de pós-adolescentes, enclausurados (soltos) por meses (dias) em um quarto (garagem), atolando a criatividade no computador pessoal pra gerar um trabalho de altíssima qualidade, que fala por si e que em nada fica devendo a qualquer disco. Sem dúvida e sem frescura. Nos põe na ponta dos pés." – Ian Ramil

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Formação

Alexandre Kumpinski (voz e guitarra)
Felipe Zancanaro (guitarra, percussão e voz de apoio)
Fernão Agra (baixo e voz de apoio)
Martin Estevez (bateria e voz de apoio)

Release

Um punhado de belas canções e uma invejável capacidade de cativar o público de imediato: foram estes ingredientes que garantiram ao Apanhador Só prestígio e destaque na fértil cena musical brasileira, desde 2006, quando surgiu com o EP Embrulho Pra Levar.

Com versos filosóficos e música de espírito aventureiro, o disco do quarteto de Porto Alegre conquistou admiradores fiéis em shows pelos principais palcos do Rio Grande do Sul. Com ele, a banda ganhou, em votação popular, concurso da TramaVirtual e foi ao Rio de Janeiro abrir show de Maria Rita. À viagem seguiram-se apresentações em São Paulo que renderam bons comentários e garantiram regresso à capital paulista, em 2008.

O segredo do sucesso do grupo está no talento para compor canções que remetem a uma ancestralidade pop de assimilação imediata, ao mesmo tempo em que desafia ouvintes atentos a desvendar novas camadas sonoras e líricas a cada audição. Foi esse equilíbrio entre o popular e o experimental que rendeu ao Apanhador Só tanto reconhecimento, antes mesmo de seu primeiro álbum, Apanhador Só, ser lançado em 2010 e ir direto para as listas de melhores daquele ano.

Consagrado pop
Com o lançamento do primeiro disco cheio, choveram elogios nas principais publicações culturais brasileiras destacando a destreza dos gaúchos para renovar e lapidar o rock – fundindo referências do tango ao reggae com o charme da percussão sucateira e poesias bem escritas e bem cantadas. Tudo isso numa embalagem impecável: cada canção ganhou uma ilustração do cartunista Fabiano Gummo e caligrafia próprias no encarte do disco – inestimável presente para os que, em plena revolução digital, esgotaram a primeira tiragem da bolachinha nos concorridos shows de lançamento.

O refinamento pop de seu debut colocou, definitivamente, o grupo na linha de frente da nova música brasileira, com direito a indicação na categoria Aposta MTV do Video Music Brasil (VMB) 2010 e consagração no Prêmio Açorianos de Música, de onde o Apanhador Só saiu laureado por "Melhor Álbum Pop", "Melhor Produtor Musical" (Marcelo Fruet) e "Melhor Projeto Gráfico" (Rafael Rocha).

Também disponível gratuitamente em seu site, Apanhador Só atingiu a impressionante marca de mais de 50 mil downloads em um ano – número que duplicou nos meses seguintes e vem crescendo diariamente. Os números se convertem em coro durante os shows, em especial em "Um Rei e o Zé" – cujo clipe, uma adorável e divertida partida de taco-bola produzida com esmero pela Sofá Verde Filmes, é presença constante na programação da MTV e levou a banda a ser indicada ao VMB 2011, desta vez como Revelação.

Aonde o povo está
O reconhecimento da crítica amparado por um séquito fiel de admiradores sustenta apresentações lotadas tanto em sua Porto Alegre natal quanto no cobiçado circuito do SESC São Paulo, em eventos disputados como Virada Cultural Paulista e Feira Música Brasil, e em festivais, casas de show e teatros das principais cidades brasileiras. A simpatia irresistível do frontman Alexandre Kumpinski, somada à guitarra esmerilhada de Felipe Zancanaro, ao baixo sedutor de Fernão Agra, à bateria precisa de Martin Estevez e à inefável bicicleta percussiva – símbolo da banda –, arrebata plateias por onde quer que passe.

Ainda colhendo os louros de sua bela estreia, o Apanhador Só decidiu, em 2011, reinventar seus recentes clássicos e trouxe a público um novo trabalho. Gravado na sala da casa de Kumpinski usando gaiola, sacos plásticos, ralador de queijo, cantil de escoteiro, talheres, pedaços de conduíte, tecladinhos, walkie-talkie e outras bugigangas, objetos eletrônicos e instrumentos lo-fi, o disco Acústico-Sucateiro evidenciou a capacidade de experimentar e inovar da banda. Além de disponibilizado para download gratuito, o material – que traz ainda a inédita "Na Ponta dos Pés" – saiu em fita cassete.

Novamente, com projeto gráfico ousado desenvolvido por Felipe Oliveira e ilustrado pelo cartunista Diego Gerlach, o lançamento incentiva o público a reciclar ideias e materiais. No encarte, a banda convida os fãs a também lançarem mão de objetos do dia-a-dia para criar arte e, nas apresentações, propõe que o público leve fitas cassetes (novas ou usadas) para serem trocadas por cópias do Acústico-Sucateiro.

A iniciativa abriu possibilidades para o grupo, que passou a realizar intervenções em lugares públicos das cidades que visita em turnê, como praças, parques, estações de metrô e pequenos teatros históricos, numa eficiente estratégia de ocupação e revalorização de espaços urbanos, para além da ampliação de plateias e contato contíguo com seu público.

Junto e misturado
Da síntese das duas experiências, nasceu o espetáculo Elétrico-Acústico-Sucateiro, que estreou com sucesso em Porto Alegre, com convidados, cenário, iluminação e projeções especiais, e catarse do público em noites de sessões duplas – que devem percorrer teatros de outras cidades em breve.

No momento, o quarteto trabalha no clipe de "Nescafé", considerada uma das melhores músicas de 2010. A canção recentemente foi cantada em show por Vitor Ramil e seu filho Ian (parceiro de Kumpinski nesta composição e também em “Um Rei e o Zé”) e está no álbum de estreia do cantor Filipe Catto, lançado pela Universal.

O Apanhador Só promete novo disco para 2012. Algumas músicas já aparecem no set list das apresentações do grupo – como "Torcicolo", "Mas Não", "Ele se Acordou", "Salão de Festas", "Cartão Postal" e "Paraquedas" – e apontam caminhos ensolarados para o futuro do grupo, mantendo o foco em experimentos que testam os limites do pop.

O que disseram

"A estreia do quarteto de Porto Alegre mostra apuro técnico e uma capacidade de surpreender." 
– Bruno Yutaka Saito, Folha de S. Paulo


"Uma das melhores novidades do rock brasileiro em 2010." – Pedro Brandt, Correio Braziliense


"Está diante de si um dos melhores lançamentos do ano." – Tomaz de Alvarenga, O Estado de Minas


"A música dos gaúchos é pop sem deixar o refinamento de lado." – Leonardo Dias Pereira, Revista Rolling Stone


"O disco, homônimo, é um achado. E tem algo que falta a muitos grupos daqui [Brasil]: o vocal é redondinho, bem gravado, sem arestas." – Thiago Ney, Folha de S. Paulo


"Lançando mão de percussões inusitadas e letras sofisticadas o quarteto gaúcho Apanhador Só chegou a um dos grandes discos do ano."
 – Murilo Basso, Scream & Yell


"A natureza estranha, algo surreal das letras, conspira a favor. Felipe Zancanaro bate um bolão nas guitarras."
– Fabio Massari


"Quando chegar dezembro e as famigeradas listas de melhores discos do ano começarem a brotar, um nome já possui presença garantida entre os lançamentos nacionais: o Apanhador Só." 
– Eduardo Hiraoka, Move That Jukebox!


"Mais do que músicos, os integrantes do Apanhador Só são filósofos contemporâneos."
– Vinicius Batista, Jornal de Santa Catarina


"A banda expõe precisão e poesia em arranjos rodeados de uma harmonia cotidiana que beira o bucolismo e a psicodelia." – Carolina Ruas, Século Diário (Vitória)


"Além de fazer música pop inteligente, com produção esmerada – artigo raro, tanto nas gravadoras quanto no mundo independente –, o quarteto de Porto Alegre se desvencilha do rock gaúcho para se identificar com o que de melhor tem sido feito no cenário musical brasileiro." – Marco Tomazzoni, Portal iG


"Além dos arranjos sofisticados (a exemplo do tango roqueiro 'Balão-de-vira-mundo'), o maior diferencial [do disco] fica por conta das boas letras em português."
– Lígia Nogueira, Folha de S. Paulo


"Um peso certeiro é o que tem o disco do Apanhador Só." – Cristiano Castilho, Gazeta do Povo (Curitiba)


"O quarteto é capaz de mergulhar na soturna melancolia de O Porta-Retrato e em seguida emergir na euforia laiá-laiá de ar nordestino em Vila do 1/2 Dia. Prédio se constrói sobre uma alegria rítmica que beira o circense, enquanto Balão-de-Vira-Mundo eleva a aposta com seu toque tangueiro." 
– Luís Bíssigo, Zero Hora (Porto Alegre)


"O álbum recém-lançado, que leva o mesmo nome da banda, é certamente uma das melhores estreias musicais dos últimos anos." – Rafael Rodrigues, Revista Bravo!

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