
Os Paralamas do Sucesso
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Os Paralamas do Sucesso Eu publiquei uma nova foto no Facebook http://t.co/vTfK6dXS
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Os Paralamas do Sucesso Agora: Paralamas ao vivo no Teatro Mix tocando o disco Selvagem?.
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Os Paralamas do Sucesso Hoje vamos gravar um programa especial para a MIX TV, chamado "Álbuns Clássicos", onde tocaremos o nosso disco... http://t.co/J4GD6gvI
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Os Paralamas do Sucesso Creighton Barrett é baterista do grupo norte-americando Band of Horses, que tocou em SP e no RJ nesta semana.... http://t.co/Ot4EkXDI
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Os Paralamas do Sucesso E eles são: Aline Gouveia Thiago Chiorino Costa Renan Ardisson Raphael Gonçalves Confira no link! Pedimos a... http://t.co/fe40bERP
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General Info
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Genre: Rock
Location Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, BR
Profile Views: 105409
Last Login: 9/17/2011
Member Since 1/9/2009
Website www.osparalamas.com.br
Record Label EMI
Type of Label Major
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Bio
A hist�ria de uma grande banda costuma ter o esp�rito de sua pr�pria �poca. Ao mesmo tempo em que torna palp�vel algo que parecia estar no ar, tamb�m nos ajuda a ter mais clareza do que estava escondido nas entrelinhas do cotidiano. Se os meninos que come�aram a fazer rock no Brasil na d�cada de 80 tiveram o m�rito de ser reconhecidos como uma gera��o relevante da m�sica brasileira, os Paralamas do Sucesso t�m um cr�dito nisso a�..... P�e na conta deles, por exemplo, a generosidade de apresentar as “bandas dos amigos” seja em entrevistas, em covers nos shows, ou em qualquer oportunidade que houvesse. Da primeira entrevista na R�dio Fluminense at� o palco do Rock In Rio, de an�nimos eles passaram a promessa. Vital e sua moto se transformou em um dos primeiros hits daquela gera��o e lhes rendeu o convite para gravar um disco profissional, como faziam as bandas que eles adoravam. A mudan�a de conceito n�o mudou o esp�rito e a generosidade. Carregando a reboque sua turma, foram os primeiros a gravar uma m�sica de Renato Russo e fizeram Bras�lia entrar no circuito at� ent�o dominado por cariocas, ajudando a redefinir fronteiras. Ali�s, falando em Rock In Rio, tamb�m est� na conta deles boa parte do sucesso das bandas nacionais naquele evento que foi a primeira grande experi�ncia do show business brasileiro. Dali pra frente, os palcos melhoraram, as turn�s cresceram, as r�dios deram espa�o e a TV se abriu a toda uma nova cultura jovem forte e representativa que emergia. Aquele grupo de artistas relevantes era a prova disso. Havia um novo pa�s nascendo e a trilha sonora era a dessa rapaziada. Depois do bom lan�amento de "Cinema Mudo", da s�rie de hits e sucessos que vieram a reboque de "O Passo do Lui" e da apresenta��o hist�rica no Rock In Rio, veio "Selvagem?". E a�, a conta cresceu muito.....P�e a� a primeira realiza��o concreta de um �lbum brasileiro pop em que as refer�ncias anglo-americanas do rock eram fundidas com sonoridades locais e latinas - sobretudo as jamaicanas. Ali os Paralamas colocavam os primeiros tijolos daquilo que seria melhor compreendido e bem sucedido apenas na d�cada seguinte. Nessa busca, eles ainda encontraram uma forma de ser mais populares, de fazer o rock nacional ir al�m da classe m�dia e, ao mesmo tempo, de torn�-lo m�sica de exporta��o. Turn�s pela Am�rica Latina e pelos Estados Unidos fizeram dOs Paralamas a primeira banda brasileira reconhecida internacionalmente. E nessa eles foram parar no tradicional�ssimo Festival de Montreux. Dessa apresenta��o, tiraram o disco “D”..... A nossa conta com eles j� estava ficando cara, quando veio "Bora-Bora". Ali eles resolveram mudar ainda mais a linguagem pop brasileira, oficializando o naipe de metais como parte t�o vital quanto guitarra, baixo e bateria. Al�m disso, radicalizaram de vez na fus�o com sons afro-caribenhos. Os arranjos mudaram, as din�micas de palco tamb�m e, de quebra, eles ainda nos ofereciam sua primeira leva de can��es indefect�veis quando o assunto era dor-de-cotovelo, ressentimento e m�goas de amor. Os cacos de um cora��o estilha�ado afiavam a pena de Herbert e o tornavam um compositor ainda maior. "Big Bang" veio na sequ�ncia para tentar explodir o que havia em volta. Herbert seguia remoendo dores amorosas e ainda aproveitava para cantar o jeito brasileiro - n�o necessariamente o jeitinho - de sobreviver em tempos desleais. A hiperinfla��o, as primeiras desconfian�as sobre o regime democr�tico e a coletiva falta de rumo asfixiavam aquela gera��o que, anos antes, cantava a esperan�a no futuro. Mais uma vez, eles eram a voz dos seus contempor�neos. E vai pondo na conta, vai pondo.......Virada aquela d�cada, a desilus�o chegou ao talo em "Os gr�os". O pa�s - apesar de collorido - estava sem cor, como a capa do disco. Depois de seis �lbuns lan�ados em oito anos de carreira, viria a �nsia de se renovar e se expor ao risco, como fizeram Beatles, Stones, Beach Boys e todas as outras bandas que se tornaram maiores que a vida. Programa��es eletr�nicas e samplers poderiam soar quase ofensivas quando a banda envolvida tinha Herbert, Bi e Barone. Mas os limites precisavam ser testados. Sobre o fio da navalha que se anda nessas horas, eles atravessaram a primeira metade da d�cada. A nossa d�vida com eles j� era grande, mas ainda assim, ningu�m aliviava. No aperto, foram nossos hermanos argentinos que bancaram as contas naquele momento. O clima de recess�o, que s� se encerraria com o Plano Real, definitivamente n�o parecia combinar com aqueles riscos todos, mas eles bancaram. As baixas vendas de "Os Gr�os" e os questionamentos da imprensa nacional n�o os fizeram aliviar. Na sequ�ncia, nos deram "Severino", ainda mais duro, seco, abstrato e direto. Novos experimentos eletr�nicos. Rock cru. A Argentina tinha abra�ado os caras e, como resposta a n�s mesmos, eles apontavam para um certo sertanismo. Tom Z� e Brian May. Poucos quiseram ouvir o disco, mas os shows sempre lotavam. ....Foi da for�a vital de tocar ao vivo que os Paralamas se reconstru�ram. Quando o Brasil come�ava a abrir espa�o para novos grupos, de uma nova gera��o, lan�aram um disco ao vivo ("Vamo Bat� Lata") que reafirmava a for�a de toda uma obra. Quase um milh�o de discos vendidos depois, eles estavam de volta para capitanear a nau renovada do rock nacional. E o fizeram com propriedade. Inseriram no repert�rio dos shows as can��es de Raimundos e Chico Science & Na��o Zumbi, tocaram com o Skank, chamaram o Pato Fu para abrir shows e ajudaram a consolidar os novos ares da m�sica pop brasileira. P�e mais essa na conta. Como eles n�o se contentariam em olhar apenas para tr�s, lan�aram junto um EP de quatro faixas novas. Meteram o dedo na cara do congresso e retornaram �s paradas de r�dio e MTV com Uma brasileira. Balada, sim, mas dan�ante, classuda, com naipes e teclados quentes. Moldava-se ali uma nova sonoridade pop que seria consagrada em "9 Luas" e "Hey Na Na" e que seria definitiva na assinatura musical dos caras. Quando o formato ac�stico j� come�ava a dar sinais de fadiga, os lan�amentos de discos ao vivo deixavam de ser novidade, as colet�neas tomavam conta de uma ind�stria fonogr�fica � beira do precip�cio, eles resolveram encarar o convite da MTV para deseletrificar o show. No "Ac�stico MTV", os Paralamas jogaram os j� famosos naipes de cordas e demais floreios orquestrais, consagrados pelo formato, pra escanteio. Esnobando a "receita do sucesso", eles optaram por manter a mesma forma��o musical e se dedicaram, de fato, a descobrir uma nova forma de tocar e soar. O �nico acr�scimo foi trazer Dado Villa-Lobos, mais um guitarrista, mas para tocar viol�o. N�o bastasse isso, eles deixaram os hits de lado e optaram por uma por��o de lados-b. Ah, e em vez de teatros centen�rios, d�-lhe gravar num parque. Mais uma vez eles reescreviam a hist�ria do rock brasileiro. J� anotou mais essa a� na conta? Passado o sucesso do ac�stico, todos diziam com naturalidade, que era hora de recome�ar, se reinventar outra vez. O problema � que ningu�m imaginava que ali, essa voca��o viraria senten�a... Foi um longo caminho at� a volta ao est�dio em 2002. A perda de Lucy, do movimento das pernas e de parte da mem�ria, obrigou Herbert e todos ao redor a redimensionarem gestos que, antes, pareciam banais. As hist�rias de como a amizade de Bi e Barone e dos est�mulos a mem�ria pela m�sica e pelo afeto foram fundamentais � sua recupera��o s�o emocionantes. A desgastada express�o "li��o de vida" soa inevit�vel diante da volta desses caras �s nossas pr�prias vidas. � nossa turma. Nessa hora, a conta com esses sujeitos fica impag�vel... "Longo Caminho", o primeiro �lbum p�s-acidente, mostrou onde a banda estava antes da pausa for�ada. Uma turn� visceral e intensa em emo��es cortou o pa�s para comemorar o reencontro com a vida. Cercados de amigos, no palco e na plateia, nos deram o CD e DVD “Uns dias”. Sem parar, emendaram no �lbum "Hoje", que comprovou que a capacidade criativa dos tr�s permanecia intacta e pulsante. Em seguida, mais festa. O sucesso da celebra��o de 25 anos de carreira, em um projeto conjunto com os camaradas dos Tit�s, foi um atestado de sanidade de toda aquela gera��o que, no in�cio da d�cada de 80, fez o novo acontecer e, a partir dali, escreveu a pr�pria hist�ria. Mas depois da festa, a labuta se apresentou novamente. E sem essa de acordar de ressaca. A tal hist�ria est� ficando bonita, mas ainda tem muito a ser escrita. O �lbum "Brasil Afora" � a trilha sonora do novo cap�tulo que se inicia - e do rumo que sempre norteou o som -, a proximidade de quem divide intimidades, a mesa onde cabe mais um. Sim, � s� chegar. A essa altura, qualquer um j� desistiu de pagar essa conta com os caras. E j� que eles n�o est�o cobrando mesmo, segura, passa a r�gua e pede mais uma por Bruno Maia e Bernardo Mortimer - ABR/2009 -
Members
Bi Ribeiro (baixo) Jo�o Barone (bateria) Herbert Vianna (guitarra e voz) -
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Os Paralamas do Sucesso
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Os Paralamas do Sucesso
Agora: Paralamas ao vivo no Teatro Mix tocando o disco Selvagem?.
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Hoje vamos gravar um programa especial para a MIX TV, chamado "Álbuns Clássicos", onde tocaremos o nosso disco... http://t.co/J4GD6gvI
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Creighton Barrett é baterista do grupo norte-americando Band of Horses, que tocou em SP e no RJ nesta semana.... http://t.co/Ot4EkXDI
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Os Paralamas do Sucesso
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Os Paralamas do Sucesso na Bahia
03:18 | 726 plays | Jan 10 2009
Music
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11 Songs | Feb 22, 2011
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20 Songs | Feb 15, 2011
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12 Songs | Feb 15, 2011
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4 Songs | Jan 15, 2008
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10 Songs | May 30, 2006
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14 Songs | May 23, 2006
Bio:
..A história de uma grande banda costuma ter o espírito de sua própria época. Ao mesmo tempo em que torna palpável algo que parecia estar no ar, também nos ajuda a ter mais clareza do que estava escondido nas entrelinhas do cotidiano. Se os meninos que começaram a fazer rock no Brasil na década de 80 tiveram o mérito de ser reconhecidos como uma geração relevante da música brasileira, os Paralamas do Sucesso têm um crédito nisso aí.
Põe na conta deles, por exemplo, a generosidade de apresentar as “bandas dos amigos” seja em entrevistas, em covers nos shows, ou em qualquer oportunidade que houvesse. Da primeira entrevista na Rádio Fluminense até o palco do Rock In Rio, de anônimos eles passaram a promessa. Vital e sua moto se transformou em um dos primeiros hits daquela geração e lhes rendeu o convite para gravar um disco profissional, como faziam as bandas que eles adoravam. A mudança de conceito não mudou o espírito e a generosidade. Carregando a reboque sua turma, foram os primeiros a gravar uma música de Renato Russo e fizeram Brasília entrar no circuito até então dominado por cariocas, ajudando a redefinir fronteiras.
Aliás, falando em Rock In Rio, também está na conta deles boa parte do sucesso das bandas nacionais naquele evento que foi a primeira grande experiência do show business brasileiro. Dali pra frente, os palcos melhoraram, as turnês cresceram, as rádios deram espaço e a TV se abriu a toda uma nova cultura jovem forte e representativa que emergia. Aquele grupo de artistas relevantes era a prova disso. Havia um novo país nascendo e a trilha sonora era a dessa rapaziada. Depois do bom lançamento de "Cinema Mudo", da série de hits e sucessos que vieram a reboque de "O Passo do Lui" e da apresentação histórica no Rock In Rio, veio "Selvagem?". E aí, a conta cresceu muito.
Põe aí a primeira realização concreta de um álbum brasileiro pop em que as referências anglo-americanas do rock eram fundidas com sonoridades locais e latinas - sobretudo as jamaicanas. Ali os Paralamas colocavam os primeiros tijolos daquilo que seria melhor compreendido e bem sucedido apenas na década seguinte. Nessa busca, eles ainda encontraram uma forma de ser mais populares, de fazer o rock nacional ir além da classe média e, ao mesmo tempo, de torná-lo música de exportação. Turnês pela América Latina e pelos Estados Unidos fizeram dOs Paralamas a primeira banda brasileira reconhecida internacionalmente. E nessa eles foram parar no tradicionalíssimo Festival de Montreux. Dessa apresentação, tiraram o disco “D”.
A nossa conta com eles já estava ficando cara, quando veio "Bora-Bora". Ali eles resolveram mudar ainda mais a linguagem pop brasileira, oficializando o naipe de metais como parte tão vital quanto guitarra, baixo e bateria. Além disso, radicalizaram de vez na fusão com sons afro-caribenhos. Os arranjos mudaram, as dinâmicas de palco também e, de quebra, eles ainda nos ofereciam sua primeira leva de canções indefectíveis quando o assunto era dor-de-cotovelo, ressentimento e mágoas de amor. Os cacos de um coração estilhaçado afiavam a pena de Herbert e o tornavam um compositor ainda maior. "Big Bang" veio na sequência para tentar explodir o que havia em volta. Herbert seguia remoendo dores amorosas e ainda aproveitava para cantar o jeito brasileiro - não necessariamente o jeitinho - de sobreviver em tempos desleais. A hiperinflação, as primeiras desconfianças sobre o regime democrático e a coletiva falta de rumo asfixiavam aquela geração que, anos antes, cantava a esperança no futuro. Mais uma vez, eles eram a voz dos seus contemporâneos. E vai pondo na conta, vai pondo...
Virada aquela década, a desilusão chegou ao talo em "Os grãos". O país - apesar de collorido - estava sem cor, como a capa do disco. Depois de seis álbuns lançados em oito anos de carreira, viria a ânsia de se renovar e se expor ao risco, como fizeram Beatles, Stones, Beach Boys e todas as outras bandas que se tornaram maiores que a vida. Programações eletrônicas e samplers poderiam soar quase ofensivas quando a banda envolvida tinha Herbert, Bi e Barone. Mas os limites precisavam ser testados. Sobre o fio da navalha que se anda nessas horas, eles atravessaram a primeira metade da década. A nossa dívida com eles já era grande, mas ainda assim, ninguém aliviava. No aperto, foram nossos hermanos argentinos que bancaram as contas naquele momento. O clima de recessão, que só se encerraria com o Plano Real, definitivamente não parecia combinar com aqueles riscos todos, mas eles bancaram. As baixas vendas de "Os Grãos" e os questionamentos da imprensa nacional não os fizeram aliviar. Na sequência, nos deram "Severino", ainda mais duro, seco, abstrato e direto. Novos experimentos eletrônicos. Rock cru. A Argentina tinha abraçado os caras e, como resposta a nós mesmos, eles apontavam para um certo sertanismo. Tom Zé e Brian May. Poucos quiseram ouvir o disco, mas os shows sempre lotavam.
Foi da força vital de tocar ao vivo que os Paralamas se reconstruíram. Quando o Brasil começava a abrir espaço para novos grupos, de uma nova geração, lançaram um disco ao vivo ("Vamo Batê Lata") que reafirmava a força de toda uma obra. Quase um milhão de discos vendidos depois, eles estavam de volta para capitanear a nau renovada do rock nacional. E o fizeram com propriedade. Inseriram no repertório dos shows as canções de Raimundos e Chico Science & Nação Zumbi, tocaram com o Skank, chamaram o Pato Fu para abrir shows e ajudaram a consolidar os novos ares da música pop brasileira. Põe mais essa na conta. Como eles não se contentariam em olhar apenas para trás, lançaram junto um EP de quatro faixas novas. Meteram o dedo na cara do congresso e retornaram às paradas de rádio e MTV com Uma brasileira. Balada, sim, mas dançante, classuda, com naipes e teclados quentes. Moldava-se ali uma nova sonoridade pop que seria consagrada em "9 Luas" e "Hey Na Na" e que seria definitiva na assinatura musical dos caras.
Quando o formato acústico já começava a dar sinais de fadiga, os lançamentos de discos ao vivo deixavam de ser novidade, as coletâneas tomavam conta de uma indústria fonográfica à beira do precipício, eles resolveram encarar o convite da MTV para deseletrificar o show. No "Acústico MTV", os Paralamas jogaram os já famosos naipes de cordas e demais floreios orquestrais, consagrados pelo formato, pra escanteio. Esnobando a "receita do sucesso", eles optaram por manter a mesma formação musical e se dedicaram, de fato, a descobrir uma nova forma de tocar e soar. O único acréscimo foi trazer Dado Villa-Lobos, mais um guitarrista, mas para tocar violão. Não bastasse isso, eles deixaram os hits de lado e optaram por uma porção de lados-b. Ah, e em vez de teatros centenários, dá-lhe gravar num parque. Mais uma vez eles reescreviam a história do rock brasileiro. Já anotou mais essa aí na conta?
Passado o sucesso do acústico, todos diziam com naturalidade, que era hora de recomeçar, se reinventar outra vez. O problema é que ninguém imaginava que ali, essa vocação viraria sentença.
Foi um longo caminho até a volta ao estúdio em 2002. A perda de Lucy, do movimento das pernas e de parte da memória, obrigou Herbert e todos ao redor a redimensionarem gestos que, antes, pareciam banais. As histórias de como a amizade de Bi e Barone e dos estímulos a memória pela música e pelo afeto foram fundamentais à sua recuperação são emocionantes. A desgastada expressão "lição de vida" soa inevitável diante da volta desses caras às nossas próprias vidas. À nossa turma. Nessa hora, a conta com esses sujeitos fica impagável.
"Longo Caminho", o primeiro álbum pós-acidente, mostrou onde a banda estava antes da pausa forçada. Uma turnê visceral e intensa em emoções cortou o país para comemorar o reencontro com a vida. Cercados de amigos, no palco e na plateia, nos deram o CD e DVD “Uns dias”. Sem parar, emendaram no álbum "Hoje", que comprovou que a capacidade criativa dos três permanecia intacta e pulsante. Em seguida, mais festa. O sucesso da celebração de 25 anos de carreira, em um projeto conjunto com os camaradas dos Titãs, foi um atestado de sanidade de toda aquela geração que, no início da década de 80, fez o novo acontecer e, a partir dali, escreveu a própria história...
Mas depois da festa, a labuta se apresentou novamente. E sem essa de acordar de ressaca. A tal história está ficando bonita, mas ainda tem muito a ser escrita. O álbum "Brasil Afora" é a trilha sonora do novo capítulo que se inicia - e do rumo que sempre norteou o som -, a proximidade de quem divide intimidades, a mesa onde cabe mais um. Sim, é só chegar.
A essa altura, qualquer um já desistiu de pagar essa conta com os caras. E já que eles não estão cobrando mesmo, segura, passa a régua e pede mais uma.
por Bruno Maia e Bernardo Mortimer, ABR/2009
Member Since:
janeiro 09, 2009Members:
Bi Ribeiro (baixo)João Barone (bateria)
Herbert Vianna (guitarra e voz)






